Fuso pode ser mais explorado

Por Maurício Renner

Quarta, 11/08/2010 19:06

Fuso pode ser mais explorado

As companhias exportadoras de software brasileiras não estão usando as possibilidades geradas pela proximidade dos clientes em termos de fuso horário fora dos seus folders e demais ações de marketing.

É a principal conclusão do estudo “Does Time Zone Proximity Matter for Brazil? A Study of the Brazilian I.T. Industry”, uma parceria dos pesquisadores Erran Carmel, da American University de Washington e Rafael Prikladnicki, da PUC-RS.

Apenas um dos 15 sites visitados pelos pesquisadores trabalha na escala máxima de interatividade medida pelos pesquisadores.

Batizado de Real-Time Simulated Collocation – RTSC, o nível máximo de colaboração é definido pelo trabalho durante as mesmas horas, com uso de tecnologias de vídeo dentro de times coesos com alta proficiência em inglês.

A maioria dos sites visitados por Prikladnicki e Carmel no Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre ao longo de maio trabalhavam nos primeiros níveis, sem sincronia de horários e com as comunicações baseadas em e-mails com uso esporádico de comunicadores instantâneos e VoIP.

De acordo com os especialistas, o aumento no uso de tecnologias e práticas de trabalho que estimulem comunicação em tempo real e dentro de repositórios de conhecimento podem levar os exportadores brasileiros a aumentar o número e a complexidade dos projetos contratados.

“Ouvimos diversas vezes que a zona de fuso é um fator decisivo na decisão de expandir e aumentar a relação com os sites no estrangeiro”, comenta o estudo, que também entrevistou compradores nos Estados Unidos, principal cliente de 80% dos pesquisados no estudo.

Para os pesquisadores, as empresas deveriam investir em tecnologia de comunicações e mudar seus horários de funcionamento para buscar a sincronia com seus clientes americanos, em busca de ganhos de performance no desenvolvimento de software. O custo das mudanças é estimado em US$ 10 mil por colaborador ao ano.

A mudança estaria sendo dificultada principalmente pela resistência de gerentes e funcionários a mudar seus horários, além das restrições da lei trabalhista no país a horas extras e trabalho em casa. O estudo está disponível na íntegra pelo link relacionado abaixo.
 

Tags Software Quentinhas do baguete exportação Fuso horário

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